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Para a Secretária Nacional da Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, a discussão sobre o fim da aprovação automática ou a volta da reprovação é uma discussão inútil e ultrapassada.
Foto: César A. Gomes
A afirmação foi feita no último dia 02 de setembro, durante a conferência inaugural do 5º. Fórum Internacional de Educação, na Unicamp. Sob o tema "Qualidade em Educação: avanços e perspectivas", Lacerda discorreu durante uma hora sobre assuntos ligados à formação do professor, valorização da carreira, avaliação e currículo.
Para ela, a solução do problema não está em decidir o que é menos pior para a educação (aprovação automática ou reprovação), mas em promover mudanças necessárias na escola para que os alunos aprendam. A Secretária questionou se o conteúdo ensinado nas escolas brasileiras corresponde às necessidados dos alunos do século XXI. Para construir "uma escola mais contemporânea", propõe um ensino "que una e que liberte" em lugar de um ensino que atualmente é "fragmentado e repetitivo".
Sobre avaliação, abordou a externa (ENEM / Prova Brasil / Ideb) e a inerna (feita nas escolas). A executiva do MEC acredita que o Ideb suscita debates interessantes, na medida em que não leva em conta apenas os resultados da Prova Brasil, mas também os de fluxo, o que "minimiza a manipulação de resultados". Otimista, disse que "avançamos em termos de avaliação (interna). Hoje o aluno não tem mais fobia de prova, pois sabe que agora a avaliação é para auxiliá-lo no ensino e não mais para prejudicá-lo".
ÍNDICE EFEITO-EDUCAÇÃO
Pilar Lacerda enfatizou que o MEC busca encontrar um índice que leve em conta as desigualdades de um país continental como o Brasil. Hoje existe o "Índice de Efeito Escola – IEE”, indicador do impacto que a escola pode ter na vida e no aprendizado do estudante, cruzando-se informações socioeconômicas do município no qual a escola está localizada. Esse índice não leva em conta as escolas públicas que selecionam alunos, nem as particulares.
Em seguida, criticou a reprovação de alunos. Para ela é "fácil ter índices altos quando o aluno tem que passar por uma verdadeira guerra para conseguir um diploma. Aliás ele deveria receber medalha de combatente em lugar do diploma", afirmou, citando o exemplo de uma escola mineira em que 45 alunos reprovaram no 1o. ano do Ensino Fundamental.
Para ela, a solução do problema não está em decidir o que é menos pior para a educação (aprovação automática ou reprovação), mas em promover mudanças necessárias na escola para que os alunos aprendam. A Secretária questionou se o conteúdo ensinado nas escolas brasileiras corresponde às necessidados dos alunos do século XXI. Para construir "uma escola mais contemporânea", propõe um ensino "que una e que liberte" em lugar de um ensino que atualmente é "fragmentado e repetitivo".
Sobre avaliação, abordou a externa (ENEM / Prova Brasil / Ideb) e a inerna (feita nas escolas). A executiva do MEC acredita que o Ideb suscita debates interessantes, na medida em que não leva em conta apenas os resultados da Prova Brasil, mas também os de fluxo, o que "minimiza a manipulação de resultados". Otimista, disse que "avançamos em termos de avaliação (interna). Hoje o aluno não tem mais fobia de prova, pois sabe que agora a avaliação é para auxiliá-lo no ensino e não mais para prejudicá-lo".
ÍNDICE EFEITO-EDUCAÇÃO
Pilar Lacerda enfatizou que o MEC busca encontrar um índice que leve em conta as desigualdades de um país continental como o Brasil. Hoje existe o "Índice de Efeito Escola – IEE”, indicador do impacto que a escola pode ter na vida e no aprendizado do estudante, cruzando-se informações socioeconômicas do município no qual a escola está localizada. Esse índice não leva em conta as escolas públicas que selecionam alunos, nem as particulares.
Em seguida, criticou a reprovação de alunos. Para ela é "fácil ter índices altos quando o aluno tem que passar por uma verdadeira guerra para conseguir um diploma. Aliás ele deveria receber medalha de combatente em lugar do diploma", afirmou, citando o exemplo de uma escola mineira em que 45 alunos reprovaram no 1o. ano do Ensino Fundamental.
A integrante do Governo Federal fez um "mea culpa" ao falar da formação e carreira do professor. Disse a determinado momento que "Nós (os governos dos últimos 20 anos) não cuidamos da fonação de professores, da carreira e da valorização". Citou o exemplo da UFMG em que, dos 80 alunos que entraram na faculdade de Química, apenas 4 escolheram, ao final do curso, a licenciatura. Os demais preferiram o trabalho na indústria.
Por fim falou sobre o desafio de aumentar o número de jovens no Ensino Médio, citando letra do grupo Skank: "Se o país não for pra cada um, pode estar certo, não vai ser pra nenhum."

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