Aluna Carolina tentando responder língua portuguesa: 26 questões sobre leitura
Os alunos do 9o. ano da nossa escola realizaram nesta semana um exame simulado para se familiarizar com a prova do
SARESP.
A avaliação feita pela
Secretaria de Educação do Estado de S. Paulo tem como objetivo saber o nivel de conhecimento que os alunos estão terminando o Ensino Fundamental.
As escolas muncipais de
Valinhos participam neste ano, após uma longa ausência, uma vez que havia a necessidade de pagar para participar. Não ficou claro se neste ano resolveram pagar ou se o
Governo do Estado resolvou deixar de cobrar. Além do 9º. ano, 3º, 5º e 7º (finais de
ciclo) também realizam a provinha.
O fato é que esse tipo de avaliação (SARESP,
ENEM, ENADE) não são capazes de avaliar corretamente aquilo que se trabalha dentro de sala de aula. É apenas uma avaliação pensada de modo global para se ter um parâmetro e (em alguns casos) promover melhorias ou mudanças nas escolas que tiverem um resultado muito abaixo do esperado.
Entenda-se que numa escala de 0 a 10, a nota média das escola do Estado é de 3,5 ou 4, o que, convenhamos, é uma vergonha.
Isto posto, cabe-nos incentivar os alunos para a realização da provinha que, bem ou mal, é um indicativo de como andam as coisas por aqui.
A aluna Maria Fernanda redigindo Artigo de Opinião: exercício para dia 18.
SIMULADO
O objetivo do exame simulado nada mais foi do que familiarizar os alunos com esse tipo de prova, que em nada se assemelha com as que são feitas durante o ano na sala de aula, por vários motivos.
Em primeiro lugar a prova tem entre 24 e 26 questões de múltipla escolha, com pelo menos 5 textos: crônica, poema, HQ, notícia, texto de divulgação científica, anúncio, entre outros. A maioria dos professores não faz esse tipo de avaliação por vários motivos, um deles é o financeiro. Pensem quanto custaria realizar uma prova de 14 páginas para 25 alunos por sala....
Em segundo lugar, o conteúdo ali solicitado para que o aluno demonstre seu conhecimento está diretamente ligado à leitura e à produção de texto.
Muito pouco, para o rico universo que é trabalhado numa sala de aula, que envolve, por exemplo, o
trabalho em grupo, aprendizado que leva o educando a produzir trabalhos em cooperação com os demais, expressar suas opiniões, ouvir a dos colegas, aceitar ser "voto vencido" e desestimular a competicção insana que muitas vezes se faz em torno de uma nota, chegando ao absurdo de alunos compararem uma nota com a de seu colega e cobrar do professor o porquê sua nota teria sido menor do que a do colega.
DESATENÇÃO
Em nosso caso, conseguimos observar que muitos alunos apresentaram uma grande desatenção ao transcrever para o gabarito (folha de respostas) as respostas do caderno de provas. Ao realizarmos a correção em sala, verificou-se que muitos que haviam acertado a questão, por desatenção, marcaram a alternativa errada no gabarito.
Outro ponto importante observado, foi o de que muitos alunos têm preguiça de ler o texto para responder a prova. O que é um absurdo, uma vez que a prova é de "leitura". Boa parte das perguntas são de "localização da informação explícita" e bastaria que o pupilo se desse ao trabalho de reler o texto ou o trecho solicitado para encontrar lá a resposta, fato que para alguns parece muito penoso e optam por "chutar" uma resposta. Lamentável.
Por tudo isso, resta-nos torcer para que todos levem o exame a sério (e eu acredito que levarão), façam o melhor de si e não se preocupem com os resultados, uma vez que esta é só mais uma avaliação.
E como todas as avaliações, deve ser
relativizada, uma vez que a formação de um aluno não cabe única e exclusivamente ao professor em sala de aula, mas dela participam pais, funcionários da escola, a Secretaria Municipal de Educação, entre outros.